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10 Argumentos a favor da Áustria

26. Junho 2009

 A economia mundial continua imersa numa profunda recessão. Também a Áustria não ficou imune à crise mundial. Porém existem argumentos relevantes, que demonstram como a Áustria sairá fortalecida desta criste. 

Segundo um estudo realizado pelo Banco Nacional Austríaco (Österreichische Nationalbank) existem 10 argumentos a favor da Áustria que resumindamente descrevemos:

1) A Áustria é muito competitiva a nível internacional – desde 2002 apresenta um excedente anual crescente da balança de transacções correntes

Enquanto que a Áustria até 2001 apresentava um défic da balança de transacções correntes, ou seja, importava mais do que exportava, desde 2002 tem vindo a apresentar todos os anos um excedente cada vez maior. Presentemente o excedente ultrapassa os 3% do PIB. Comparativamente a balança de transacções correntes da zona euro sofreu uma grande viragem, passando para um forte défice (-94 mil milhões de euros ou 1% do PIB depois de um excedente de 11 mil milhões de euros em 2007)

2) A Áustria investe a nível internacional

Através do contínuo excedente da balança de transacções correntes, a Áustria passou a ser um país investidor nos mercados de capitais internacionais e por isso não está dependente de financiamento estrangeiro.

Os austríacos (continuam) a investir principalmente em empresas estrangeiras (investimentos directos) ou em créditos além fronteiras.

3) A posição internacional de riqueza da Áustria é sólida e está a melhorar

As exportações de capital liquidas possibilitadas pelo excedente da balança de transacções correntes dos últimos anos melhoraram a posição internacional de capitais da Áustria, que era tradicionalmente negativa. As estimativas de 2008 em relação ao endividamento são de 43 mil milhões de euros ou 15% do PIB. Com isso a posição internacional dos capitais da Áustria está cerca de 4% melhor do que a da Zona Euro e de muitos países da zona euro, apresentando um défice de 19% do PIB e -1.700 mil milhões de euros.

4) O moderado custo unitário do trabalho garante a competitividade de forma sustentável

O custo nominal unitário do trabalho tem vindo a subir em média 0,7% ao ano nos últimos 10 anos (fonte: Comissão Europeia), o que representa o valor mais baixo da União Europeia a seguir à Alemanha. Este desenvolvimento foi acompanhado por um melhoramento considerável da competitividade da economia externa, que é um factor importante para o melhoramento sustentável da balança de transacções correntes.

5) Baixa taxa de desemprego – estabilidade social

No que concerne a taxa de desemprego, a Áustria está abaixo dos melhores países da União Europeia (3. Lugar). Também na estabilidade social, como por exemplo a pouca frequência de greves, a Áustria está numa posição de topo.

6) O endividamento do Estado totaliza os 62,5%, um valor baixo quando comparado a nível internacional

Através do relativamente baixo endividamento do Estado existe margem de acção para despesas expansivas do estado, para fazer frente a recessão em termos de política fiscal e também para tomar medidas estabilizadoras (por exemplo, estabilização dos bancos). Assim, por exemplo, a utilização completa dos 15 mil milhões de euros (reservados) à injecção directa de capitais em bancos só iria aumentar o endividamento do Estado em cerca de 5% (do PIB).

7) A Áustria tem uma taxa de poupança elevada e bons recursos financeiros

Em 2008 o austríaco poupou 12 ½ % do seu rendimento disponível – com isto a Áustria tem uma taxa de poupança muito elevada, quando comparada a nível internacional.

As famílias austríacas acumularam desta maneira recursos financeiros de 416 mil milhões de euros, ou seja, quase 150% do PIB, o que representa uma quantia considerável. Também a taxa de endividamento das famílias, comparada internacionalmente, está a um nível relativamente baixo.

8) A Áustria não tem nenhuma bolha imobiliária, nem problemas ligados à esta situação

O desenvolvimento dos preços imobiliários na Áustria foi muito moderado nos últimos anos. Por isso não se desenvolveu nenhuma bolha imobiliária e não existe a ameaça de haver uma recessão profunda dos preços imobiliários. Desta maneira e ao contrário do que está a acontecer em muitos outros países industrializados, na Áustria também não existe nenhuma risco directo relacionado com esta questão, para os balanços das famílias, empresas ou bancos.

9) Os bancos austríacos também no ano de crise de 2008 tiveram proveitos e são fortes em termos de capital

O resultado consolidado de todos os bancos austríacos foi de 1,8 mil milhões de euros, apesar da crise e das medidas de segurança tomadas. Isto representa uma recessão em relação ao ano recorde de 2007, mas é satisfatório, considerando os prejuízos de muitos grandes bancos estrangeiros.

Com uma razão média Tier-1 de 8% os bancos austríacos são absolutamente fortes em termos de capital.

10) O empenho dos bancos austríacos na CESEE (Central, Eastern and Southeastern Europe) é significante, mas diversificado e localmente refinanciado


Os bancos austríacos têm créditos activos nos países da CESEE na ordem dos 200 mil milhões de euros. Três quartos destes créditos localizam-se em países da CESEE membros da UE (em parte pertencentes também a Zona Euro).
Além disso os créditos nesses países em grande parte (em mais de 85%) são refinanciados por depósitos locais.
O empenho dos bancos austríacos na CESEE está espalhado por muitas regiões, estando muito mais diversificado do que o da maioria dos bancos de outros países, sendo assim o risco também muito mais diversificado. Assim os bancos austríacos contam com 69 filiais em 19 países diferentes.
A forte concentração nos mercados de crescimento europeus da CESEE tem também como consequência que os bancos austríacos estão pouco envolvidos nos mercados de crise ocidentais. Assim os créditos activos com a Irlanda apenas totalizam 3,8 mil milhões de euros (1%), com os EUA 14,8 mil milhões de euros (4%) e com Espanha 5,7 milhões de euros (1 ½ %).

Os bancos austríacos, desta maneira, praticamente também não se envolveram nos chamados „toxic assets“.

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