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INSPIRAÇÕES AUSTRÍACAS  Chocolate “Zotter” em Lisboa 

Zotter
15. Novembro 2007

Já é possível encontrar chocolates Zotter em Lisboa; a loja abriu recentemente na Baixa lisboeta, na Rua de Santa Justa nº 84.

No caso da Zotter, fábrica austríaca de estilo tradicional e produção biológica, é a criatividade e a junção de sabores que saltam à vista, além da qualidade. O chocolatier Josef Zotter tem explorado o paladar com os seus chocolates produzidos à mão. A aposta faz-se com manteiga de cacau, licores requintados, nozes tostadas, frutos, tudo equilibrado, regado com especiarias e uma pequena gota de vinagre. Os recheios são depois cobertos de chocolate em pó, toque personalizado que Josef Zotter imprime em cada obra.

Com dez anos e nascida de uma empresa familiar, a Zotter produz cerca de 140 artigos de chocolate, surgindo todos os anos novos sabores. A inspiração vem da Estíria, o berço dos chocolates Zotter, região à qual o grande chocolatier se sente muito apegado. Afinal, é assim que se criam as obras de arte: através de ligações fortes. E depois há as regras de mestre: para Josef Zotter é proibido usar qualquer conservante, colorante ou aromatizante artificial. Porque aqui não interessa vender tudo. É mais valioso chegar ao íntimo paladar dos apreciadores que aspiram à qualidade e ao sabor dos ingredientes. Daí a cooperação com a Weizer Natural Energies, o apoio ao movimento slow food e a adesão à produção biológica. É preciso confiar nos ingredientes e nada melhor para isso do que utilizar os produtos regionais, conhecendo o tipo de plantação, o processamento e o cultivo, como é o caso do leite, a aguardente de Gölles e o miolo de abóbora. A Zotter escolhe entre um chocolate amargo, com 70% de cacau, um de leite com 45% ou um branco com 29%, de acordo com a característica do recheio. Porque nem todas as notas de fruta ou aromas de frutos secos exigem uma cobertura amarga. No final, "a maior peça de chocolate é feita de experiência", diz Josef.

E o que temos à escolha na casa Zotter? Mais de 60 chocolates artesanais, em pequenas barras ou miniaturas, só do sortido padrão. Depois há aqueles para ocasiões diárias especiais: para consolo, concentração ou para pessoas distraídas. Há também os balleros, pequenas bolas de miolo enroladas em chocolate, com pedaços de nozes, ginja ou gengibre. E o chocolate solúvel (de baunilha Bourbon ou de mel de abelha), um regresso à forma primitiva de todos os chocolates e que tem por base a história da civilização de 4-2 mil anos na América Central - o xocolatl, refinado com especiarias, conquistou as casas reais europeias, criou um turbilhão no clero e apimentou a vida de muitos.

Das delícias criativas às especiais de ocasião, há ainda exclusividades. É onde se enquadram as especialidades portuguesas. Representada no País pela madeirense Maria João Barros, a Zotter criou chocolates de estilo lusitano, com paladares tipicamente nacionais. É o caso do Funchal (com sementes de funcho cozinhadas em leite e vinagre de maçã), do Poncha (sumo de limão, mel e aguardente de cana de açúcar), do Vinho Madeira (com dez anos e proveniente de vinhas Bual, misturado com chocolate preto) e o do Vinho do Porto (um Ruby Port com tonalidade vermelha escura e frutado, com destilado de vinho). Mesmo para quem não aprecia chocolate, é muito difícil renunciar a estas misturas sugestivas.

"Do toque ao cheiro até ao momento de saborear, o carácter inimitável do chocolate é sempre um prazer", afirma a marca em www.zotter.at. O visual dos seus produtos é outra aposta. Estes não poderiam ser apenas mais uma embalagem entre tantas outras. Antes de dar prazer ao paladar, um chocolate Zotter é um regalo para o olhar, com design original da responsabilidade de Andreas H. Gratze. O artista prolonga a obra de arte através de desenhos inspiradores que captam o imaginário do sabor.   

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