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Empresas austríacas vêem em Portugal grande potencial na área dos produtos alimentares

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1. Julho 2008

 À primeira vista podemos ser levados a pensar que os produtos alimentares na Áustria são mais caros do que em Portugal. Esta ideia é desmistificada, ao provar-se através de vários estudos de Mercado, que os preços dos produtos alimentares na Áustria são francamente mais competitivos quando comparados com os praticados em Portugal. Este facto deve-se essencialmente à diferença de preços praticados pelos retalhistas austríacos e portugueses.  

Outro facto que faz com que a Áustria olhe entusiasmada para o mercado português é o de se verificar em Portugal um rápido e interessante crescimento no sector dos alimentos biológicos. Na Áustria a produção de alimentos biológicos representa 13% da produção total agrícola, o que torna o referido país líder de mercado do sector. Para além disso, também se verifica um interesse crescente na área gourmet em Portugal, sector no qual a Áustria se destaca pela sua qualidade e produtos únicos.

Outro factor que contribui para a aposta no mercado nacional por parte da Áustria, é a mudança que se tem vindo a observar nos costumes alimentares dos portugueses e abertura destes, a novos sabores: os portugueses consomem actualmente mais produtos prontos a consumir e alimentos bio/naturais. Também se verifica uma grande potencialidade nos produtos dietéticos, pois cada vez mais há uma maior sensibilidade na escolha dos produtos relacionados com o bem-estar pessoal.

Analisando o estudo da AC Nielsen de 2007 sobre a indústria alimentar é fácil concluir que em média o português gasta cerca de 1 Euro a mais nas suas compras do que um austríaco. Em termos de quantidade, mesmo pagando esse valor a mais, o português traz menos bens alimentares para casa do que um austríaco.

A entrada da Áustria na União Europeia em 1995 reflectiu-se bastante na indústria alimentar austríaca, que utilizou todas as possibilidades que a União Europeia oferecia, para se lançar no mercado internacional, verificando-se de imediato um crescimento ao nível da exportação, crescimento esse, que se manteve até aos dias de hoje. Só para Portugal, segundo o Instituto de Estatística da Áustria, as exportações de bens alimentares austríacos aumentou no ano passado em cerca de 80%. Em 1995, a Áustria encontrava-se na mesma situação no que diz respeito às exportações/importações de produtos alimentares, em que Portugal se encontra actualmente, ou seja, verificava-se um deficit elevado no comércio internacional de produtos alimentares. No entanto, depois da entrada da Áustria na União Europeia e consequentemente das novas possibilidades que surgiram para o ramo, desenvolveram-se forças na indústria alimentar no sentido de contrariar a referida situação. Esses esforços acabaram por dar os seus frutos, equilibrando a balança comercial da Áustria. Isto apesar da Áustria, devido à sua localização geográfica e consequente clima, não ter possibilidade de produzir/criar muitos bens alimentares, tais como o azeite, laranjas, peixe, etc.

Perante os factos expostos, o Departamento Comercial da Embaixada da Áustria em conjunto com uma série de empresas que reconhecem o potencial de Portugal na área alimentar, elaborou um plano de acção para o mercado português. A primeira actividade enquadrada neste contexto teve lugar nos Supermercados de Lisboa, Porto e Beloura do El Corte Inglés e consistia numa Feira Alimentar Austríaca. Esta Feira disponibilizava aos consumidores, para venda e degustação, vários produtos alimentares austríacos, tais como enchidos, produtos congelados, compotas, bebidas, produtos gourmet, iogurtes sem lactose, produtos lacticínios, doces, produtos bio, etc. Esta primeira aposta no mercado português constituiu um passo certeiro, uma vez que o evento excedeu todas as expectativas. 

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